A gente é muito hardcore.

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Sobre ser mãe jovem…

Quem me conhece pessoalmente ou me acompanha através de redes sociais sabe que sou declaradamente apaixonada pelo meu filho, mas nem sempre foi assim, não que em algum momento eu tenha deixado de amá-lo, mas digamos que tivemos um processo.

Bem as pessoas tem mania de generalizar e falar que gravidez é a coisa mais maravilhosa da vida, gerar outra vida e blá blá blá… Bem para mim na época não foi, pelo contrario eu achava um saco, me sentia estranha, pesada, odiava tudo e todos, não achei nada maravilhoso, mas é claro que isso se dá ao momento, eu não havia planejado ter filhos principalmente aos 23 anos e sem ter uma relação sólida com o pai dele.

Se você me perguntar por que não fiz um aborto, vou te responder claramente que não sou contra e nem julgo que o faz, cada um sabe de si, mas eu particularmente não fiz porque me sentia extremamente egoísta, apesar de não estar feliz naquela situação, achava covardia da minha parte, mesmo porque apesar de todos os contras que poderiam acontecer, eu tinha ao meu lado uma família que me apoiava e continua me apoiando para tudo, o pai do meu filho que apesar de não estarmos juntos como um casal estava ao meu lado o tempo todo, tínhamos uma vida financeira satisfatória, eu já tinha formação superior e com certeza nesse quesito ter um filho não seria um problema. A coisa era muito mais algo interno entre eu e eu do que qualquer outra coisa, sempre fui uma pessoa muito desprendida, queria ir para o mundo e eu tinha certeza que um filho mudaria tudo.

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E de fato mudou, não vou dizer aqui que é tudo um mar de rosas, felicidade eterna e blá blá blá… Mas com toda certeza me tornei uma pessoa muito melhor, venho aprendendo a cada dia uma coisa nova. E olha ser mãe, trabalhar fora e estudar não é fácil, também não vou dizer que é terrível, longe disso. É claro que eu tenho algumas facilidades por ainda morar com meus pais e por eles me darem todo o suporte necessário. Mas ainda assim, tem a famosa questão interna entre eu e eu, me sinto culpada por não ser tão presente, por não poder acompanhar tudo do dia a dia, de só chegar em casa a noite, mas tudo na vida é uma questão de escolhas, e a gente precisa aprender a lidar com elas.

Descobri enfim que ser mãe é maravilhoso, hoje entendo muito mais a minha mãe e respeito e admiro tudo o que ela já fez e continua fazendo por mim, descobri que existe sim amor incondicional, descobri o quanto é maravilhoso chegar em casa e ter um carinha me esperando com o sorriso mais sincero do mundo, descobri que prefiro mil vezes morrer de cólica ou qualquer dor escrota do que ver meu filho doente mesmo que seja só um simples resfriado, descobri que sou capaz de qualquer coisa para vê-lo feliz, descobri que entre passar madrugadas em bares e boates bebendo prefiro ficar em casa assistindo desenhos. Descobri que as grandes alegrias estão nos detalhes, nas histórias antes de dormir, nos eu te amo inesperados, no “mamãe você está linda hoje, ou você é meu amor e eu sou o seu”. Hoje em dia não vivo só por mim, vivo por ele também, morro de medo dos desafios que ainda vão chegar, educar alguém e transformá-lo em um ser humano digno não é fácil, mas vamos em frente, a gente consegue! 🙂

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Mãe solteira procura…

Não preciso chegar falando que a sociedade é hipócrita e preconceituosa, todo mundo já sabe, apesar de fingir que não vê.

Preconceito, a palavra já é autoexplicativa, no dicionário traduz-se por: Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial. Ou seja, é a opinião de alguém baseada em nada, a pessoa apenas acha que tem razão porque não concorda com a situação em questão.

Dada à introdução, vamos aos fatos. Sou mãe solteira, tenho 24 anos, formação superior, profissão e sou financeiramente independente.  Diga-se de passagem, e sem falsa modéstia, estou muito melhor que muita gente com a mesma idade que eu e sem filhos.

E se tem uma coisa que não entendo é o porquê de tantos julgamentos e dedos apontados, não que a opinião alheia tenha alguma influencia sob as minhas decisões, só acho que as pessoas deveriam olhar para o próprio umbigo antes de tentar olhar para o do amiguinho. Quando digo que tenho filho e sou solteira é mais que visível aquele olhar de nossa que garota irresponsável, burra, o cara nem deve ter assumido, tadinha.

Bem, de fato não sou a maioria, meu caso pode ter sido um pouco diferente, não casei porque EU não quis, sou solteira por opção, foi uma decisão única e exclusivamente minha, meu filho tem um ótimo pai, diga-se de passagem, e não tenho a menor intenção de colocar outra pessoa para ocupar esse cargo.

Isso levanta outra questão, que mania besta alguns homens tem de achar que a mulher solteira com filho está sempre à procura de um papai, até parece, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se relacionar com alguém nem sempre significa vislumbre de futuro, e até chegar ao ponto de um rolinho virar algo mais sério muita coisa é avaliada. Quem sai com qualquer indivíduo com a intenção de já engatar namoro é mulher carente, para essas o mínimo já basta.

As pessoas precisam entender que o modelo social está mudando, é cada vez mais comum observar pais solteiros por ai.  É muito melhor viver uma relação separada sadia á viver uma relação junto, mas destrutiva. Levando em conta as exceções, nem toda mulher vive em função de relacionamento, e nem passa o tempo inteiro pensando e procurando O cara, e convenhamos tem coisas mais relevantes na vida, ter um relacionamento ou não é consequência, viver em função disso é maluquice. Às vezes é melhor ter um rolinho pra passar tempo a ter um namoro ou qualquer coisa do gênero que só serve para gerar estresse desnecessário.

E oh mãe solteira procura ser realizada e feliz, apenas…

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