A gente é muito hardcore.

Arquivo para outubro, 2014

Sobre ser ou estar…

Vem cá, senta aqui, me fala um pouco sobre seu cotidiano e essa vida corrida e às vezes arrastada que você leva… Não sei, mas imagino que você é do tipo que se sente só quando termina um livro. Acredito que de uma forma meio turva e um pouco fugaz você acredita que aquelas estórias dos livros que lê podem acontecer.

Na vida real você se prende muito nos detalhes da conquista, quer ser perfeita, mas sempre fala demais, perde o tom, mostra sua transparência repleta de sinceridade e espontaneidade, acho que as pessoas não estão muito acostumadas com isso, à maioria opta por joguinhos, brincar de faz de conta, criam personagens. Mas você não, se quer convida, chama, se atreve… Se não quer, some e desliga o telefone, assim, meio sem dó, faz e pronto… Esta aí um problema a ser resolvido, se prende na conquista, mas se esquece de se permitir, se abrir de verdade, vai deixando passar, amornar, esfriar e vai embora, meio assim, sem mais nem menos, apenas vai. Sente saudades às vezes, mas continua indo, para onde não sabe…

Às vezes se sente só, mas justifica dizendo que é mais fácil lidar consigo mesma e organizar pensamentos quando se está sozinha. Não admite, mas é apenas uma mascara que veste para desfragmentar suas frustrações da vida adulta que escolheu. Não assume de jeito nenhum, mas morre de medo de ficar sozinha não literalmente, mas verdadeiramente, ou com alguém sem a menor sensibilidade e sem tato para entender as suas nuanças, o que seria o mesmo que estar sozinha.

Se veste na armadura de mulher segura, independente e dona da verdade, faz a linha “eu não me importo” ou “estou bem assim”, mas as vezes só as vezes gostaria de ter alguém para comprar algumas aspirinas quando estivesse com dor de cabeça e chegasse com uma barra de talento verde e um pote de sorvete de flocos nas crises voraz de carência camufladas confortavelmente de TPM.

Vai dizer que não acertei tudo. 😉

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Pessoas vêm e vão, acostume-se…

Difícil acreditar que você deixou de fazer parte das minhas prioridades, tínhamos tantas afinidades. Até pouco tempo você estava nos trends topics do meu coração, mas como tudo na vida passa você também passou, uma pena…

Já perdi as contas de quantos amores eternos e melhores amigos verdadeiros eu já tive e que atualmente não passam de feeds do facebook que não me causam nenhum efeito e talvez na melhor das hipóteses mensagens de feliz aniversário, manda um beijo para sua família e vamos marcar alguma coisa qualquer dia. Quando a gente liga a maquininha do tempo que arquiva as memórias é estranho entender que até pouco tempo atrás aquelas pessoas que representavam muita coisa hoje em dia não passam de boas memorias e só.

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Juro que algumas dessas eu gostaria de ter levado comigo para “sempre”, que gostaria de rir junto um pouco mais, que gostaria que fossem mais presentes, mas uma coisa é fato, o corre corre do dia a dia mina as relações, nossas prioridades mudam, objetivos também, e as pessoas acabam indo conforme a maré, por fim só sobrevive a essa guerra urbana e corrida aquelas relações que de fato tem peso na nossa vida, que dão suporte para seguirmos adiante, aquelas que estão sempre presentes mesmo de longe,  aquelas que não precisamos ver todos os dias, mas que quando encontramos percebemos que nada mudou.

Antes eu precisava de várias mãos para conseguir contar a quantidade de amigos, hoje acho que uma mão já basta para enumerar os essenciais. E tenho a impressão que com o passar dos anos esses números vão ficando cada vez mais escassos, em contrapartida, tem o novo, aqueles que esbarram a vida deles na nossa meio que sem querer e vão ficando, ficando e ficando.

No fim das contas eu até gosto dessa diversidade, dessas passagens, confesso que gosto mais das vindas do que das idas, mas vou seguindo com a certeza de que cada pessoa que passou deixou alguma coisa que fez com que eu me tornasse a pessoa que sou, e sou imensamente grata pela quantidade de memórias e saudade que deixaram. E fico aqui torcendo para que cada vez mais pessoas cheguem e fiquem e se não conseguirem ficar, deixem sua marquinha nas minhas lembranças…

 cha

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