A gente é muito hardcore.

Arquivo para abril, 2011

Se jogar um toco de cima de um morro, rola ou não rola?

Certa noite me peguei questionando como é se apaixonar, amar ou ficar encantada por alguém, não sou nenhuma expert no assunto mas tenho certeza que são coisas distintas, talvez uma complemente a outra, tipo estágios, se encanta, se apaixona e no extremo total ama e no fim se for o caso “desama” rs*.

Bem, já que são estágios vamos falar então de um da cada vez começando pelo encanto, acho que essa parte é a mais divertida, é quando estamos conhecendo a pessoa, tudo é novidade, ficamos atento aos mínimos detalhes, cada gesto, prestamos atenção principalmente nas coisas em comum que aquela pessoa tem com a gente, nos interesses, nas qualidades. De início o encanto pode até parecer uma simples amizade tipo “ah fulano é legal, mas é só isso, nem tem nada de mais não”, isso até você mesmo começar a questionar o seu interesse em ter aquela pessoa por perto “será que é só amizade mesmo?”, ai em seguida dá aquela vontade de ver aquele amigo sempre, chamar para sair só para conversar mesmo, afinal fulano é tão legal, e ai você percebe que seu coração bate um pouquinho mais forte quando aquela pessoa está por perto. Opa esse é o passaporte de entrada para o segundo estágio.

É agora você está apaixonado, nesse estágio tudo sai um pouco do controle, começa a ficar ansioso, nervoso, tenso, estressado, triste, feliz, é uma vitamina de sensações e sentimentos, tem vontade de ver a pessoa o tempo todo, conversar horas pelo telefone e MSN. Quando se encontram seu coração acelera, você fica meio sem jeito, não sabe bem o que dizer e o que fazer, fica com um certo receio de parecer idiota demais ou oferecido demais enfim é um caos rs*. Se a criatura não dá sinal de vida um dia já se sente inseguro, se não aparece em dois dias começa a ficar triste, no terceiro já é desespero total. Começa a rondar na sua cabeça as famosas perguntas, será que a pessoa está afim de mim? O que será que eu fiz de errado? Até que fulano te liga, ai pronto, passagem direta para o céu, tudo lindo de novo, tudo perfeito, afinal o fulano é perfeito. E finalmente um “vamos namorar?” e ai começam um relacionamento.

Bem o terceiro estágio é bastante complexo, pois nem todo relacionamento tem amor e nem todo amor tem relacionamento, na verdade cada um interpreta o amor de uma forma diferente, até porque temos pontos de vista diferente, como o post é meu (só um pouquinho egoísta) vou descrever o que eu acho que é, se você não concordar exponha o seu ai nos comentários. Voltando ao assunto o amor para mim é companheirismo, é apoio, admiração, e você querer ver e fazer a pessoa feliz sem exigir nada em troca, não é condicionado, é puro, é uma sensação de querer sempre o bem, sem egoísmo, sem posse, o amor é banhado a amizade mais apesar disso vai muito além dela. Acho que fui um pouquinho poética na minha descrição, mas sei lá, acho que é assim, por isso acredito que o amor é uma construção, ele não vem de um dia para o outro, ele vai se solidificando com o tempo.

Se existe amor eterno eu não sei, mas como diz aquela música “o para sempre, sempre acaba” seguindo nessa linha de raciocínio e sendo realista o suficiente tendo em vista a sociedade atual chegamos ao “desamor”. Nesse momento a pessoa, o fulano, o seu antigo alvo de desejo e o seu amor para a vida inteira, agora é um ser insuportável, tudo que ele faz te irrita profundamente, até mesmo a forma como ele respira, as qualidades evaporaram e só os defeitos tem ênfase nesse momento, companheirismo já nem existe porque agora é cada um por si, diálogo só para se xingar e discutir, já deixaram de ser amigos faz tempo, e respeito já não faz parte do cardápio, e ai chegam ao limite ou se matam ou se separam. Bem pessoas sensatas se separam, mas tem aqueles psicopatas que resolvem se matar mesmo.

Triste isso né, mas fazer o que, acontece nas melhores e nas piores famílias, claro que esses estágios não são uma regra, cada um vive os momentos e sentimentos de um jeito, deve existir por ai um amor eterno que não seja momentâneo, tem gente que termina, mas continua amando e desejando o bem da outra pessoa e tem gente que decreta guerra total. Enfim, o importante e saber lidar com as situações e entender que na vida nada é totalmente certo ou eterno, as coisas mudam sempre, e ao final perceber que tudo valeu à pena porque mesmo quando erramos estamos aprendendo e experiências são sempre validas.

Então é isso, e ai preperado para iniciar os estágios ?? Vai que você está virando a esquina e dá um esbarrão no seu futuro amor/desamor e deixa cair os seus livros no chão e ele te ajuda a catar e ao final vão tomar um café juntos hahaha….

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E ai foi bom para você?

Bem, falar de sexo deixou de ser um assunto polêmico faz tempo, pensando bem, será que deixou mesmo?

Muita gente tem mania de fingir que sexo não existe, como se fosse uma coisa feia, algo proibido, obscuro, errado. Ah e se você for mulher e solteira, pior ainda, até porque “moças de família” não fazem sexo sem compromisso, isso é coisa de mulher da rua. Quanta hipocrisia, quer dizer então que mulheres solteiras não podem ter desejos e vontades a não ser que assumam um compromisso de momentâneo amor eterno com alguém.

Sou totalmente avessa a essa opinião machista que a sociedade impõe, não estou querendo dizer que está liberado e que é isso ai tem que sair transando com todo mundo, até porque sou contra esse tipo de comportamento, pessoas tanto homem quanto mulher precisam se valorizar, sair por ai distribuindo beijos e promessas de futuros contatos que nunca acontecem é coisa de gente carente, mas não vejo nenhum problema em ter relações com alguém que você achou interessante mesmo que isso não se transforme em um compromisso futuro, se o clima do momento estiver legal e for favorável para ambas as partes porque não?

Sexo é uma das melhores coisas da vida, é uma troca de fluídos e sensações, é um momento onde você pode se entregar por inteiro, e ele pode vir junto com o amor ou não, um não precisa do outro necessariamente. Então para que envolver tanta polêmica em cima disso? Não precisamos tratar do assunto como se fosse algo anormal, até porque o mundo inteiro faz independente da cultura, credo ou classe social.

Então é isso, liberem suas “emoções” sem medo de ser feliz, a opinião dos outros é só a opinião dos outros.

Eu sou de todo mundo é sinônimo de eu não sou de ninguém…

Não gosto muito de copiar o texto de outras pessoas no blog, mas achei o texto que vou colocar aqui sensacional, não sei se a fonte está correta, mas aparentemente é do Arnaldo Jabor, como ele foi escrito há alguns anos atrás ele o chama de geração “tribalista” por causa daquela música “Já sei namorar” a nossa geração de jovens atual é “to na pista pra negócio” o tal é só um “lance”… Enfim leiam o texto, adaptem para a realidade atual e depois tirem as suas próprias conclusões, se quiserem discutir sobre o assunto é só comentar ou mandar e-mail.

Namorix
“Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde “toda ação
tem uma reação”. Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na
vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo – beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, “os tribalistas” não namoram. Ficar,também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo.Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.
Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.
Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja “a cereja do bolo tribal”, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças.
É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Já dizia o poeta que “amar se aprende amando” e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a
confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra “namoro” traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos
em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a “comer sal junto até morrer”. Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os
conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos.E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.
É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.”

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